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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O mar está para peixe – O fenômeno das compras coletivas

Quem recusaria uma oferta de U$ 6 Bi? Se você respondeu Groupon, a maior empresa de compras coletivas do mundo acertou. A oferta foi feita pelo Google, buscando entrar neste filão, que tomou conta do mundo. A Groupon rejeitou imediatamente a oferta, certamente pensando no potencial de crescimento do negócio e possivelmente em uma oferta pública de ações em 2011. No Brasil, já contamos com centenas (isso mesmo!) de sites atuando neste modelo de negócio.

Estes sites combinam dois fatores potencialmente explosivos: descontos agressivos e propagação social. Estão alinhados à tendência do e-Commerce Social, onde cada vez mais a decisão de compra vai ser influenciada pela rede de contatos onde determinado consumidor está inserido. Os sites de compra coletiva nos EUA só perdem para os sites de busca em matéria de influência no processo de compra online. O internauta americano está sendo influenciado de maneira tão forte que 12% deles não faz nenhuma compra online antes de pesquisar a mesma oferta em sites de compra coletiva.

Várias vezes me perguntam se estes sites vão durar e se é um modelo viável para promover o seu negócio. Antes de tudo, se você está pensando em criar um site desses e ficar milionário, pense novamente. É um negócio com baixo risco, mas também com baixas barreiras de entrada. Um site de compras coletivas pode ser montado em uma tarde. A menos que você se diferencie, enfrentará concorrência pesada. Neste caso, os pioneiros vão colher os resultados, provavelmente adquirindo negócios menores e investindo muito em comunicação.

Se você é um empresário ou gestor de marketing pensando em utilizar este recurso para aumentar as vendas ou número de clientes, esta pode ser uma oportunidade interessante. Os sites de compras coletivas podem ser usados, por exemplo, para trabalhar períodos com baixa demanda. Neste caso, compensamos a perda de lucratividade pelo volume de negócios. Outro modelo bastante usado é atrair fluxo para o ponto de venda ou provocar a experimentação do seu produto ou serviço por novos consumidores. Se você for hábil em sua estratégia de retenção, pode transformar estes clientes que vieram atrás de uma oferta em clientes fiéis.

Um dos perigos da utilização deste tipo de estratégia é a percepção do consumidor em relação a sua marca. Usar constantemente os sites, emendando uma oferta na outra pode ser prejudicial, à medida que o cliente já percebe o desconto como parte do preço do produto. Produtos de luxo também devem tomar precauções, pois a percepção de exclusividade pode ser prejudicada.

O mais interessante deste fenômeno, no meu ponto de vista, é a mudança de comportamento. A Internet sempre foi tida como o canal onde as compras são feitas da maneira mais racional possível, com o consumidor pesquisando em vários sites antes de fechar a compra. Os sites de compra coletiva vieram para mostrar que a compra por impulso também acontece online. E você? Já foi fisgado?

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Artigo: Gerenciando a Experiência do e-Consumidor



No ano passado, foi publicado na Revista da ESPM artigo escrito por mim e Luciano Paz. O artigo aborda um assunto cada vez mais relevante: o Gerenciamento da Experiência do Cliente, ou Customer Experience Management (CEM).


O artigo aborda exclusivamente o e-Commerce e como é possível gerenciar a experiência nos diferentes estágios de compra. O artigo está disponibilizado aqui, na íntegra, para download.


sexta-feira, 5 de março de 2010

Artigo - E-Commerce no Brasil – Tendências para 2010

O ano de 2009 foi marcado pela crise, pelo pessimismo e ainda pela euforia que começou a tomar conta do mercado no final do ano. O varejo on-line foi um dos poucos setores que, no meio desse turbilhão de notícias, foi muito pouco impactado pela crise. O ano fechou com um volume de negócios on-line perto de R$ 10 bilhões, com prognóstico excelente para 2010. A boa notícia é que devemos continuar em um ritmo constante de crescimento nos próximos anos, gerando diversas oportunidades para empreendedores e modelos de negócio inovadores.

Veja o artigo completo no site da HSM.

sábado, 25 de julho de 2009

Amazon vs Apple


Na última Fast Company saiu matéria excelente sobre a briga entre a Amazon e a Apple, dois players que nunca imaginaríamos competir. Em tempos de convergência, onde os limites entre mercados e produtos estão ficando cada vez mais difíceis de identificar, esta é uma discussão muito interessante.

Colhendo vários frutos com o lançamento do Kindle (e agora de sua versão maior), a Amazon está trabalhando para aumentar o mercado de e-Books, enquanto se torna líder. Quase 1/4 da venda de livros já é feita via Kindle, que oferece funcionalidades fantásticas para facilitar a compra. Em menos de um minuto, podemos baixar qualquer livro do acervo direto para o aparelho. Claro que o Kindle ainda está longe de ser o formato preferido dos leitores de forma ampla, mas vem antecipando uma tendência inevitável: a forma como consumimos conteúdo está mudando radicalmente.

E é aí que surge a Apple. Quem melhor do que a Apple está trabalhando a forma como consumimos conteúdo e interagimos com devices? Com hits como o Ipod e Iphone, a empresa de Steve Jobs tem experiência em design e inovação, fazendo com que exista o risco da criação de um concorrente superior ao Kindle. O interessante é que as duas empresas têm focos absolutamente diferentes. Enquanto a Amazon busca ganhar dinheiro com a venda dos livros, onde o Kindle é um facilitador, a Apple ganha dinheiro no hardware, se dando o direito de vender músicas no Itunes a margens bastante baixas.

Não sei exatamente qual das duas empresas sairá vitoriosa desta briga, mas sem dúvida quem sai ganhando são os consumidores. É o mercado mudando e se adaptando, no melhor estilo Darwiniano.

domingo, 3 de maio de 2009

Carreira em e-Commerce: poucos investindo em mercado comprador

Escrevi o pequeno artigo abaixo para o Diário de São Paulo, em Emprego & Talento. O texto é voltado ao mercado em geral, não especializado, mas acho que vale a pena mencionar aqui no Blog. Ao mesmo tempo, pesquisa da FIA aponta e-Commerce/MKT Digital como uma das carreiras mais relevantes da próxima década. Are you doing your homework?

Segue Artigo:

Carreira em e-Commerce: poucos investindo em mercado comprador

Em tempos de crise é inevitável ouvirmos opiniões pessimistas em relação ao mercado de trabalho e nas alternativas de carreira em geral. No mundo todo observamos demissões em massa e nos perguntamos se existem ainda oportunidades. Paradoxalmente ainda passamos pelo mesmo apagão de talentos de antes da crise e podemos constatar mercados ainda muito carentes de profissionais qualificados.

O comércio eletrônico é, sem dúvida, um deles. Enquanto falamos de redução das vendas no Brasil e no mundo, o varejo online cresceu 30% em 2008 e projeta aumento entre 20% e 25% para 2009 no mercado nacional. Além de grandes varejistas como as Casas Bahia entrando no mercado, onde a classe C representou 42% do total, temos pequenas e médias operações inovando e levando o e-Commerce brasileiro a outros patamares.

Os profissionais que conduzem estas operações, na sua maioria, aprenderam a gerenciar os aspectos envolvendo o comércio eletrônico sozinhos, lidando com conceitos absolutamente novos para um varejista tradicional. Atualmente todas as grandes operações sofrem do mesmo problema: falta de profissionais qualificados no mercado. Isto faz com que busquem profissionais na concorrência ou os formem dentro de casa.

Esta situação traz oportunidades únicas aos profissionais que se dispuserem a investir seu tempo e dedicação. Devido às suas características, o e-commerce exige profissionais extremamente dinâmicos e flexíveis. Existem oportunidades em áreas tão diferentes quanto marketing, logística e tecnologia. Cada uma delas com características específicas e carentes de profissionais.

Marketing, por exemplo, é uma das áreas que mais sente a falta de talentos. O comércio eletrônico utiliza a web como sua principal ferramenta de trabalho. Os profissionais que decidirem investir precisam de conhecimentos específicos em, entre outras coisas, marketing online, banco de dados e estatística, instrumentalizando-os para tomar decisões rápidas e fundamentadas na busca de novas vendas e clientes. Conceitos como SEO (Search Engine Optimization), que prepararam o site para ser buscado pelas ferramentas de busca ou usabilidade, que diz respeito à facilidade de uso do site, passam a virar jargão do dia a dia para quem trabalha na área.

Quem quiser buscar esta opção de carreira deve estar apto a estudar bastante. A web é uma excelente fonte de informação. Além disso, existem cursos específicos para cada uma das competências necessárias. Tenho certeza que os desbravadores não se arrependerão.