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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Palestra sobre Marketing em Redes Sociais

Semana passada dei duas palestras na ESPM sobre marketing em redes sociais. A participação de todos foi excelente e me diverti bastante. A linha que procurei passar foi principalmente focada no pragmatismo, que tudo pode ser medido e deve ser planejado tendo em vista o contexto de negócios.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O mar está para peixe – O fenômeno das compras coletivas

Quem recusaria uma oferta de U$ 6 Bi? Se você respondeu Groupon, a maior empresa de compras coletivas do mundo acertou. A oferta foi feita pelo Google, buscando entrar neste filão, que tomou conta do mundo. A Groupon rejeitou imediatamente a oferta, certamente pensando no potencial de crescimento do negócio e possivelmente em uma oferta pública de ações em 2011. No Brasil, já contamos com centenas (isso mesmo!) de sites atuando neste modelo de negócio.

Estes sites combinam dois fatores potencialmente explosivos: descontos agressivos e propagação social. Estão alinhados à tendência do e-Commerce Social, onde cada vez mais a decisão de compra vai ser influenciada pela rede de contatos onde determinado consumidor está inserido. Os sites de compra coletiva nos EUA só perdem para os sites de busca em matéria de influência no processo de compra online. O internauta americano está sendo influenciado de maneira tão forte que 12% deles não faz nenhuma compra online antes de pesquisar a mesma oferta em sites de compra coletiva.

Várias vezes me perguntam se estes sites vão durar e se é um modelo viável para promover o seu negócio. Antes de tudo, se você está pensando em criar um site desses e ficar milionário, pense novamente. É um negócio com baixo risco, mas também com baixas barreiras de entrada. Um site de compras coletivas pode ser montado em uma tarde. A menos que você se diferencie, enfrentará concorrência pesada. Neste caso, os pioneiros vão colher os resultados, provavelmente adquirindo negócios menores e investindo muito em comunicação.

Se você é um empresário ou gestor de marketing pensando em utilizar este recurso para aumentar as vendas ou número de clientes, esta pode ser uma oportunidade interessante. Os sites de compras coletivas podem ser usados, por exemplo, para trabalhar períodos com baixa demanda. Neste caso, compensamos a perda de lucratividade pelo volume de negócios. Outro modelo bastante usado é atrair fluxo para o ponto de venda ou provocar a experimentação do seu produto ou serviço por novos consumidores. Se você for hábil em sua estratégia de retenção, pode transformar estes clientes que vieram atrás de uma oferta em clientes fiéis.

Um dos perigos da utilização deste tipo de estratégia é a percepção do consumidor em relação a sua marca. Usar constantemente os sites, emendando uma oferta na outra pode ser prejudicial, à medida que o cliente já percebe o desconto como parte do preço do produto. Produtos de luxo também devem tomar precauções, pois a percepção de exclusividade pode ser prejudicada.

O mais interessante deste fenômeno, no meu ponto de vista, é a mudança de comportamento. A Internet sempre foi tida como o canal onde as compras são feitas da maneira mais racional possível, com o consumidor pesquisando em vários sites antes de fechar a compra. Os sites de compra coletiva vieram para mostrar que a compra por impulso também acontece online. E você? Já foi fisgado?

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Alguns insights para colocar sua startup de pé!

Este post é para aqueles que estão empreendendo ou pensando em empreender. A Internet trouxe oportunidades incríveis para os empreendedores, principalmente por reduzir a necessidade de investimento inicial necessária para começar. Muitas vezes montar o próprio negócio pode andar em paralelo ao trabalho em uma empresa tradicional. É claro que não é para qualquer um, mas para aqueles que têm o estômago e vontade de aprender muito, estamos vivendo um momento único na história. Com a perspectiva de crescimento do Brasil e mudança do comportamento de compra dos consumidores, existem milhares de idéias a serem exploradas. Vejam o fenômeno das compras em grupo, que varreu o país em poucos meses.
Recentemente li o livro Rework e gostei muito da simplicidade com que os autores abordam a criação de uma empresa e o desenvolvimento de uma idéia. Não concordo 100% com a abordagem, mas acho que é excelente para gerar insights e nos fazer questionar o que estamos fazendo hoje.
O paper abaixo conheci hoje e gostei muito da forma gráfica com que mostra os passos de criação de uma empresa. Claro que as cifras mudam muito quando falamos de Brasil, bem como as oportunidades de funding, mas o pensamento estruturado do paper vale a leitura.

Enfim, você já pensou em empreender?


sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Painel MPI 2010 - Fiesp

Participei ontem do evento da MPI 2010 da Fiesp, apresentando o painel sobre Marketing Digital para micro e pequenas empresas. Além da alta qualidade da organizaçao, a Fiesp chamou um time de peso para participar do debate. Foi uma experiência excelente. Abaixo, o material da apresentação:

sábado, 19 de junho de 2010

Guidelines de Mídias Sociais

A Cisco publicou seus Guidelines de utilização das redes sociais no SlideShare. Excelente material.

domingo, 23 de maio de 2010

Privacidade, a bola da vez

Várias das discussões a respeito do mundo online, hoje em dia giram em torno da privacidade. Com o surgimento e popularização das redes sociais, estamos atingindo novos patamares de utilização. Estas novas formas de utilização invariavelmente despertam discussões diárias acerca de novas funcionalidades e serviços que surgem a todo momento. Aliado a isto, temos o crescimento do acesso móvel e os smartphones.
Ao mesmo tempo que que todas as inovações acontecem, temos do outro lado os anunciantes e agências, buscando alternativas para entrar em contato e chamar a atenção de seus prospects e clientes. Vivemos o paradoxo do Grátis, onde queremos cada vez mais usufruir serviços na web, mas não queremos pagar mais por isso. E cada cadastro que fazemos passa a ser um ponto de contato e mais uma brecha na nossa privacidade online.
Enquanto as novas formas de contato, serviços e tecnologias evoluem, os legisladores têm dificuldade de acompanhar a discussão, entendendo corretamente como funciona os níveis de permissão do Facebook, ou o que é um cookie. Muitas vezes são tomadas decisões erradas ou não são tomadas decisões.
Uma coisa podemos ter como certa: cada vez mais discutiremos este tema. Enquanto isso, vamos nos divertir com a paródia que o site The Onion faz com a invasão dos anúncios. Brinca com um novo serviço do Google, que suspira anúncios no seu telefone durante a conversa. É brincadeira, mas nem tanto...


New Google Phone Service Whispers Targeted Ads Directly Into Users' Ears

sábado, 27 de março de 2010

Onde termina o seu site? Conheça o WebSite expandido.

Quem está liderando a web hoje? Não é quem sabe desenvolver bem um website, mas quem sabe orquestrar bem a rede onde a empresa esta inserida. Até meados da última década, as discussões a respeito da estratégia web da companhia, ou da presença online sempre giraram em torno do desenvolvimento do site e suas funcionalidades. Vários sites tornaram-se case na excelência com que eram administrados, medidos e desenvolvidos.

Recentemente vemos as discussões girarem em torno das redes sociais. Devemos ter um Twitter corporativo? Vamos criar uma página no Facebook? Várias estratégias giram em torno do que deve-se fazer nas redes sociais, como escutar o cliente e como gerar negócios usando estas novas formas de comunicação.

Creio que os grandes mestres atualmente não são aquelas empresas que sabem operar nas redes sociais, ou desenvolver um bom website. O ganho vem da orquestração, de entender que o limite do site não é o domínio www. Pelo menos não na cabeça do consumidor. Ao se relacionar com a marca da empresa no Facebook, ou no seu site, a percepção de quem está navegando não é separada em duas, mas uma única experiência com aquela marca online.
Alguns insights a respeito do site expandido:

  • Na geração de oportunidades comerciais (leads), é possível fazer o cliente ir de uma rede social diretamente à página de conversão do site;
  • Utilizar mash-ups para integrar as redes sociais ao site está se tornando cada vez mais comum. Ao invés de simplesmente linkar para uma rede social específica, por exemplo, é possível fazer o usuário se logar utilizando o Facebook. Um bom exemplo é o jornal americano Washington Post (se você tem Facebook, experimente logar direto);
  • A maneira como encaramos a produção de conteúdo também está cada vez mais orientada ao usuário. O chamado UGC - user generated content - em uma conotação ampliada nas redes sociais, onde a qualquer momento você pode pedir inputs, contribuições e co-criar junto com os usuários.
  • Ao invés de simplesmente adaptar os conteúdos para cada uma das redes, as empresas estão começando a entender a personalidade de cada uma, bem como quais são os seus usuários. Isto tem feito com que novos usos surjam, como a iniciativa Twelpforce, da Best Buy, onde existe um canal de suporte aos usuários via Twitter.
  • A simplicidade e a praticidade está dando lugar ao controle absoluto e barreiras tecnológicas. Várias empresas estão construindo ambientes e trabalhando a marca fora do seu site institucional. O Santander Brasil construiu a iniciativa O Valor das Idéias inteiramente no Ning, usando vídeos e o trabalho em rede para passar o recado.
Com a oferta cada vez maior de recursos e opções aos usuários, o grande desafio das empresas é orquestrar tudo isso na direção dos seus objetivos específicos de negócio. Ao invés de simplesmente desenvolver o seu site, o novo estrategista está lendo a rede e percebendo onde estão as reais oportunidades de ganho. Não se trata mais de estar ou não nas redes sociais, mas saber como tocar todos os instrumentos de forma a produzir uma bela melodia em meio a toda a poluição online.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Não fui eu, foi o monstro... (ou o Marketing Pessoal na Web)

Há algum tempo que o rapper americando Kanye West vem fazendo um papelão. Mas nada supera o fiasco no último VMA da MTV, onde entrou no palco durante a entrega do prêmio para Taylor Swift, desrespeitando-a e ganhando uma merecida vaia da platéia. Recentemente, seu amigo (e diretor de cinema) Spike Jonze gravou curta-metragem que busca "explicar" o comportamento de West, culpando ninguém menos do que o monstro que mora dentro dele. O vídeo mostra o rapper em diversas situações embaraçosas, onde se comporta como um legítimo asshole, até que descobre que a causa do seu péssimo comportamento é o monstro que mora na sua barriga. Com uma faca ele remove o pequeno monstro e volta ao "normal".

O vídeo é muito bom, mas me fez pensar se realmente vai conseguir ajudar a restaurar a imagem de West. E também me faz pensar no papel que a nossa imagem digital, o nosso avatar, desempenha na forma como somos percebidos pelo mercado. Buscando uma pessoa no Google conseguimos saber várias informações, das mais diversas origens. Algumas delas nem sempre depõem a favor do pesquisado, mas que mesmo assim estão lá, esperando serem acessadas por recrutadores, clientes, colegas ou qualquer outra pessoa do mercado.

Ao imaginar que conseguimos manter uma imagem profissional durante o dia, mas que na "nossa vida pessoal" é possível ficar completamente invisível para a outra parte, estamos nos iludindo. Ou pelo menos as pessoas que utilizam a web para extravasar o seu lado B. Claro que todos temos hobbies e podemos falar bobagens, mas o conteúdo que produzimos na web fica, muitas vezes, armazenado por anos a fio.

Por outro lado, a web pode ser uma grande ferramenta para nos posicionarmos e mostrarmos ao mercado talentos e habilidades que normalmente não mostramos no dia-a-dia. Ao escrever blogs, se interessar por comunidades ou simplesmente ajudar online outros colegas no mercado semeamos aos poucos a imagem que vamos passar ao longo do tempo. Pense com cuidado: como você quer ser percebido online? E como você é percebido hoje?

Kanye West já percebeu isso e está tentando limpar sua barra na web. Vejam o vídeo:

domingo, 20 de setembro de 2009

Sua empresa já tem política para redes sociais?

Em conversas com profissionais de marketing, já fui questionado várias vezes sobre a necessidade de estabelecer uma política para atuação em redes sociais. Várias empresas restringem o uso das redes sociais a seus colaboradores (não entrarei no mérito, pois isto dá um post inteiro). A maioria ainda não faz ações estruturadas de monitoramento ou intervenção nas redes. Entrentanto, nenhum dos dois itens anteriores faz com que estabelecer uma política seja menos relevante.

Lembre-se que as pessoas vão para casa no final do dia e várias delas usam as redes para interagir com amigos e outros profissionais do mercado. Imagine a situação de uma empresa cujo profissional é especializado em determinada área, mas nas redes sociais começa a emitir opiniões (muitas vezes sem embasamento) em outra, que diz respeito à empresa. Este profissional pode ser facilmente associado a sua empresa, que está indiretamente sendo afetada pelo incidente. Agora imagine se este funcionário começa a emitir opiniões que dizem respeito à sua área de atuação, colocando informações sigilosas na web. Se pararmos para pensar, são inúmeras as possibilidades de danos à imagem e marca das empresas por atuações de profissionais sem orientação.


A definição de uma política de atuação ajuda, em parte, a reduzir este risco. Digo "em parte" porque somente criar um documento não resolve. É preciso fazer as informações chegarem realmente até os colaboradores. Falamos até agora apenas de riscos, mas também existem oportunidades. Uma equipe orientada pode ajudar a empresa a monitorar as redes e contribuir com intervenções direcionadas. Tudo isso com o aval oficial da companhia. É a velocidade do mercado tirando os gestores de sua zona de conforto. E só vai ficar mais intenso daqui para frente...


Se você está pensando em criar a política, veja exemplos de mais de 80 empresas, na web.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

O Futuro é Digital

Muitas vezes, conversando com alunos em sala de aula, ou com profissionais do mercado, recebo reação semelhante. Muitos não gostam ou não querem ter que lidar com tecnologia. Termos como domínio, IP, mash-ups, APIs e muitos outros povoam os pesadelos de milhares de profissionais do mercado de marketing e comunicação. Quando me deparo com um profissional de comunicação com medo de tecnologia, a primeira coisa que me vem a mente são os modelos mentais. Estes modelos são construídos ao longo de alguns anos, principalmente durante os cursos de graduação e são muito difíceis de derrubar.

Infelizmente para estes profissionais, ou felizmente para os que já estão conectados, o futuro é digital. E não é apenas um futuro restrito aos profissionais de agências digitais e afins. Estamos falando da comunicação e marketing como um todo. As empresas e o mercado em geral estão buscando profissionais cada vez mais conectados e dinâmicos, que saibam lidar com os novos canais e com o novo consumidor, ou consumidor 2.0.

Um excelente exemplo disso é a Best Buy, varejista de eletrônicos americana. Além de ter uma super cadeia de lojas, em todo o território americano, a varejista também é um player poderoso no mundo online. O CMO, ou Chief Marketing Officer, ou Diretor de Marketing, chama-se Barry Judge e é um profissional totalmente conectado. Trabalha muito bem as redes sociais, servindo como canal para ouvir mais o que o seu cliente/prospect tem a dizer, além de oferecer comunidades em seu próprio website, que conta com mais de 1Bi visitantes por ano.
Abaixo, anexo um vídeo onde Judge fala mais sobre o case da Best Buy, mostrando que o elemento digital do marketing deve cada vez fundir-se mais às decisões e coditiano do marketing tradicional. Alguns pontos interessantes falados no vídeo:
  • A Best Buy começou como player focado em custo baixo. Com o tempo, percebeu que tinha que mudar para conseguir competir com players como a Amazon e o Walmart. Começou a estudar as razões por trás da compra e agora trabalha com o conceito de Dream Suppport, ou suporte aos sonhos dos seus clientes.
  • Encorajam todos seus funcionários a utilizar as redes sociais, sem muitas regras ou políticas para regular as atividades online;
  • Com o crescimento do uso dos SmartPhones o feedback das campanhas, em mídias online ou tradicionais, passou a ser muito mais instantâneo.



Aos que ainda não gostam dos termos e dos conceitos de tecnologia que passam a permear as ações de comunicação, recomendo que comecem um trabalho para mudar seus modelos mentais. Ainda há tempo para se adaptar, mas é preciso quebrar alguns paradigmas e abraçar o novo. Afinal, o futuro é digital.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Futuro da Tecnologia - Visão da Microsoft para 2019

Vídeo muito interessante criado pela equipe de P&D da Microsoft, mostrando a aplicação prática, em 2019, das tecnologias sendo utilizadas atualmente.

sábado, 27 de junho de 2009

Como as tribos podem mudar o seu negócio?

Esta semana assisti à palestra que Seth Godin fez no último TED sobre a organização em Tribos (lançou também o livro chamado Tribos - leia um ótimo resumo). Como sempre, sua palestra é muito interessante, pois nos ajuda a pensar de formas disruptivas. Godin tem uma forma de simplificar conceitos de maneira a nos fazer pensar: "como não me dei conta disso antes?". A palestra aborda principalmente o nosso desejo de fazer parte, de pertencer a algo maior e realizar coisas importantes. A nossa vontade de estarmos conectados e nos mobilizarmos por uma causa importante já movimentou milhares de pessoas nas mais diferentes direções. Os exemplos vão do movimento verde liderado por Al Gore aos protestos da eleição do Irã e continuam acontecendo todo dia, dentro e fora da Internet.

Godin fala que para conseguirmos fazer uma idéia ser propagada com esta intensidade, antes de tudo devemos contar uma história e nos conectarmos a uma tribo. A partir daí, começarmos a liderar um movimento e fazemos a causa acontecer. O papel da liderança se torna fundamental, pois são estas pessoas que vão levar a causa adiante, formando multiplicadores e mobilizando as pessoas.

Trazendo este conceito para o mundo online e das redes sociais, as tribos fazem cada vez mais sentido, seja potencializando as redes existentes, seja criando novas conexões. Vemos isso nas mais diversas escalas, com determinadas estampas sendo promovidas na Camiseteria ou na na eleição de Obama, por exemplo. A grande questão é: como realmente utilizar este potencial a favor dos objetivos de marketing? Isto me leva a pensar que as empresas realmente deverão repensar seu negócio de maneira mais fundamental, revendo seus valores e no que realmente acreditam. As pessoas só seguirão àquelas que tiverem causas que nos motivem em níveis mais profundos do que um simples lançamento de produto.

É um belo desafio para todos nós que buscamos nos destacar em um mundo cada vez mais inundado de informação e onde está cada vez mais difícil fazer a diferença. Sua marca está conseguindo criar cultura e envolver pessoas em torno de uma causa?

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Vídeo - Redes sociais cada vez mais impactando os negócios

Há alguns dias dei entrevista para a TV Ideal e comentei um pouco a influência das redes sociais nos negócios. Saiu no Você High-Tech, programa comandado pelo Gustavo Tikao.

Alguns comentários adicionais:
  • Apesar do assunto ser voltado às redes sociais em geral, o Twitter despontou como um dos assuntos de maior destaque. Creio que, apesar de a ferramenta ainda ser bastante desconhecida do público em geral, o formato de microblogging deve ganhar cada vez mais adeptos. O próprio Facebook mudou sua interface para se adaptar ao modelo.
  • Esta semana recebi dicas muito boas de utilização das mídias sociais por executivos. No artigo "5 Habits of Successful Executives on Twitter", tem alguns insights simples e bastante efetivos.
  • Fico cada dia mais impressionado com a velocidade e as formas que os "trending topics" do Twitter tomam. A cada minuto temos uma temperatura online do que está acontecendo na web. Totalmente emergente!

Segue o vídeo da entrevista (depois da matéria da feira de tecnologia):

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Twitter eleva em 15% vendas de pizzaria

(Segue matéria publicada na revista Pequenas Empresas Grandes Negócios, em que fui entrevistado)

Depois da padaria britânica que avisa aos clientes pelo Twitter quando a fornada de pão está pronta, uma pizzaria de New Orleans também resolveu usar o microblog para atrair consumidores. A Naked Pizza lançou recentemente uma promoção e, ao invés de apostar apenas nos meios de comunicação tradicionais, divulgou a novidade na rede social. A iniciativa deu certo e Jeff Leach, sócio do empreendimento, conseguiu, em um único dia, aumentar as vendas em 15%.

A página da pizzaria no Twitter 'A cada ligação recebida, perguntávamos ao cliente como ele foi informado do desconto (por flyers, e-mail ou pelo microblog) e grande parte nos disse que soube pelo Twitter. O alcance da ferramenta é muito grande', diz. Animado com os resultados, Leach pretende, nos próximos meses, cadastrar os 5 mil seguidores que têm New Orleans como cidade natal no Twitter.

Pedro Waengertner, professor de comunicação interativa da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), afirma que utilizar o Twitter é uma estratégia de marketing interessante porque não tem custos e traz resultados imediatos, devido à rapidez com que as mensagens se espalham.

'As empresas podem aproveitar esse imediatismo para fazer ofertas, desovar estoques e saber a opinião dos consumidores sobre determinado produto. Porém, é preciso tomar cuidado na hora de selecionar o conteúdo enviado e escolher o público-alvo. Não adianta nada ter um número grande de seguidores se eles não vão ler as mensagens e nem se interessar pelas promoções.

'Waengertner diz que a tendência de fazer marketing pelo Twitter já chegou ao Brasil. 'Pequenas empresas mais antenadas têm se espelhado nos exemplos internacionais e começam a aderir à ferramente, embora o movimento ainda seja incipiente.'

domingo, 3 de maio de 2009

Monitorando a marca online

Ainda existem gestores subestimando o poder das redes sociais na construção das marcas. Temos acesso a cada vez mais casos onde ferramentas como o Orkut, Facebook e Twitter impactaram decisivamente a opinião popular. Por outro lado, também existem empresas que simplificam os conceitos, acreditando que basta apenas ter um blog corporativo, por exemplo. Em pesquisa recente da Forrester, boa parte dos usuários mencionaram que gostariam de se relacionar com suas marcas favoritas nas redes sociais, mas Blogs pontuaram com apenas 12% das preferências. Uau, blogs já estão ultrapassados? Na verdade, o ângulo está completamente errado. Não se trata de escolher a "melhor ferramenta", mas entender quais objetivos corporativos devem ser abordados e priorizados.


Qualquer ação, online e offline, inicia pelo estabelecimento dos objetivos. Quem quiser aprofundar o assunto, aconselho o livro Groundswell. Os autores estabelecem categorias de objetivos que podem ser estabelecidos nas estratégias de redes sociais, como Ouvir, Falar, Energizar, Suportar, Envolver (embracing) e Gerenciar (anualmente são dados prêmios a cada uma das categorias). Uma empresa pode querer apenas saber como sua marca está se comportando na web (Ouvir), enquanto outra pode querer envolver pessoas em torno de uma causa (Energizar), por exemplo. A partir do que se deseja obter, planeja-se, entendendo onde os usuários estão. Se o seu público não estiver no Facebook, não adianta investir tempo. Vá onde o publico estiver.


No que diz respeito aos usuários, é fundamental esquecer o mantra do "se você construir eles virão". Nem todos gostam ou se dispõem a colaborar. Existem níveis de participação, onde alguns usuários vão apenas ler os conteúdos (e, muitas vezes, isto é OK!), por exemplo. A equipe do livro criou uma escada (abaixo) que classifica os usuários de acordo com o grau de utilização das tecnologias sociais. A partir da escada, podemos entender melhor as formas de interação e estratégias junto a cada um dos públicos.


Temos muito a evoluir em termos de planejamento e execução de estratégias em redes sociais, mas já existem diversas lições aprendidas e gente que realmente está estudando o assunto a fundo. Acredito que, nos próximos anos, veremos cada vez mais estes conceitos mesclando-se ao marketing tradicional. Com a Internet aumentando a penetração na população ano após ano, esta é uma decorrência natural. Aguardo novos cases e teorias sobre o assunto, na certeza de que aqueles que investirem hoje, colherão os frutos mais para frente.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Novas funcionalidades a serem inseridas nos sites de e-Commerce

A eMarketer publicou há pouco tempo uma pesquisa em que perguntava aos gestores de sites de e-Commerce quais funcionalidades pretendiam implantar nos próximos meses. O resultado foi muito interessante. Quase a metade dos entrevistados mencionou a utilização de vídeos e streaming. Também foram bem avaliadas as recomendações personalizadas de produtos, reviews e ratings e configuração de produtos. Os dados mostram uma preocupação cada vez maior com a persuasão do e-consumidor (e-shopper!). Dando mais opções para aprender a respeito do produto, bem como incentivando conteúdo gerado pelos próprios usuários (UGC), imagina-se que a chance de convencimento aumenta comparativamente à concorrência.


Analisando alguns pontos específicos:


  • Após a atração do usuário ao site, a principal diferenciação em termos de experiência do cliente (além da usabilidade) é o conteúdo disponível e a forma como este conteúdo é apresentado. Sem dúvida, quanto mais informações relevantes, possibilidade de comparação e detalhamento de características, maior a probabilidade de convencimento.

  • Uma das grandes preocupações dos varejistas online é o abandono do carrinho. Muitos acreditam que as razões giram em torno da indecisão por falta de informações. Neste contexto, a utilização de vídeos explicativos pode ser uma grande arma. Além de fornecer detalhes de forma mais rica e interessante, os vídeos possibilitam ações virais e permitem a inserção dentro do contexto das redes sociais.

  • No Brasil, as Casas Bahia produziram diversos vídeos para ilustrar seus produtos, utilizando mash-up com o Youtube. A iniciativa é interessante, mas creio que os vídeos ainda estão pensados dentro do contexto do site e não do próprio Youtube (se eu achar o vídeo de uma geladeira, como compro?). Também é importante que o site ofereça atalhos para que o usuário publique os vídeos em suas redes sociais. Creio que devemos ver cada vez mais varejistas online brasileiros utilizando este recurso.

  • No que diz respeito aos reviews e ratings, poucos sites utilizam este recurso de forma intensiva, de modo a realmente gerar valor aos usuários finais. Uma das opções é utilizar os sites de rating já existentes, para já agregar conteúdo relevante;
  • Itens como search e tracking dos pedidos continuam na lista, mostrando que estas funcionalidades ainda não estão maduras no mercado de e-commerce. As funcionalidades de search, por exemplo, ainda estão sendo utilizadas muito abaixo das suas capacidades reais.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Executivos de marketing precisam começar a entender as Midias Sociais


Este ano a P&G reuniu 100 dos seus diretores de marketing e fez um concurso onde cada equipe deveria vender camisetas da marca Tide, e os lucros seriam revertidos para ações sociais. Até aqui nada demais. A grande sacada foi que os executivos só poderiam utilizar as mídias sociais para vender as camisetas. Junto com os diretores, também foram chamados executivos do Google, Facebook e MySpace. Independente do resultado de vendas, esta ação é emblemática. O fato da P&G estar preocupada com o impacto das mídias sociais a ponto de parar 100 dos seus maiores executivos de marketing nos EUA mostra que este assunto realmente está na pauta das grandes empresas.


Aqui no Brasil ainda não vi tamanho engajamento partindo de grandes empresas (com algumas exceções). O que vemos hoje são pequenos empresários e empreendedores mais jovens, habituados com a nova lógica das redes sociais, obtendo resultados muito interessantes. Algumas das grandes empresas ainda estão "optando" se vão utilizar ou não as redes sociais em suas estratégias. Este raciocínio é, no mínimo, curioso, uma vez que não existe a possibilidade de ligar ou desligar a influência das redes na opinião dos consumidores e amigos dos consumidores. Mesmo que a empresa decida não trabalhar com isso de maneira estruturada, as pessoas ainda continuarão a criar comunidades a respeito dela no Orkut ou colocar reclamações no site ReclameAqui. Na verdade, a pergunta é: "como lidar com as mídias sociais da melhor forma possível?".


Creio que veremos cada vez mais iniciativas como as da P&G, onde o objetivo não será ensinar novas ferramentas, mas mostrar para os executivos de marketing uma nova forma de raciocinar. Uma nova forma de pensar em mídia, de escutar o mercado e entender que as barreiras corporativas, como antes eram conhecidas, estão ficando cada vez mais tênues. Quem perceber isto antes, já larga com vantagem.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Consumo de Vídeo - Quais os próximos passos?

Acompanho o Oscar há varios anos. Sempre gostei de ver todos os filmes disponíveis antes da cerimônia, para comentar os resultados, discordando ou concordando. O problema é que raramente conseguia ver todos os filmes que concorriam devido à distribuição. Muitos só eram lançados no Brasil bem depois da premiação. Este ano, um número grande de pessoas conseguiu assistir todos os filmes muito antes do dia 22/02. A maioria comprou DVDs piratas ou simplesmente baixou os filmes que queria na Web.

Sem entrar no mérito da propriedade intelectual e pirataria (este é um assunto que precisa de um post exclusivo!), creio que estamos observando um fenômeno parecido com o da indústria fonográfica, com algumas variações. Primeiro, ir ao cinema está cada vez mais ligado à experiência, fazendo com que as salas tenham que se preocupar com os serviços, instalações e qualidade do áudio (cada vez mais alto!). O Imax está aí para provar a teoria. Segundo, a Web nos trouxe a facilidade de obter qualquer título de filmes nacionais ou internacionais, bem como séries, devidamente legendados (com o requinte de escolher entre mais de uma opção de legenda).

Em paralelo, recursos como o Youtube fornecem entretenimento na sala de estar, a medida que novos devices são utilizados e centralizam a função de DVD-player, audio e Internet. O Playstation 3 consegue rodar até Blu-Ray. Tenho um amigo que cancelou a assinatura da Net e utiliza apenas um computador, que fica 24h baixando músicas e filmes. Além disso, sempre que quer, pode assistir a um quadro do CQC ou episódio da novela no Youtube. A tendência dos centros de entretenimento domésticos já é realidade em vários domicílios no Brasil.

Nos EUA, onde este tipo de situação é cada vez mais comum, serviços de video on-demand proliferam (em hotéis, este recurso já é regra). A locadora de maior sucesso é a NetFlix, onde você compra uma assinatura e passa a escolher filmes e utilizar os serviços oferecidos inteiramente via Web (aqui no Brasil temos a Netmovies operando com o mesmo modelo). O estranho é que estamos consumindo praticamente o mesmo conteúdo que os americanos, quase que simultaneamente.

Me pergunto o que vai acontecer com o mercado no meio dessa facilidade cada vez maior de acesso a qualquer tipo de conteúdo, gratuitamente. É mais uma indústria que terá que se reinventar. Em tempo: Slumdog Millionaire mereceu cada uma das suas estatuetas. Belo filme!