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sábado, 27 de março de 2010

Onde termina o seu site? Conheça o WebSite expandido.

Quem está liderando a web hoje? Não é quem sabe desenvolver bem um website, mas quem sabe orquestrar bem a rede onde a empresa esta inserida. Até meados da última década, as discussões a respeito da estratégia web da companhia, ou da presença online sempre giraram em torno do desenvolvimento do site e suas funcionalidades. Vários sites tornaram-se case na excelência com que eram administrados, medidos e desenvolvidos.

Recentemente vemos as discussões girarem em torno das redes sociais. Devemos ter um Twitter corporativo? Vamos criar uma página no Facebook? Várias estratégias giram em torno do que deve-se fazer nas redes sociais, como escutar o cliente e como gerar negócios usando estas novas formas de comunicação.

Creio que os grandes mestres atualmente não são aquelas empresas que sabem operar nas redes sociais, ou desenvolver um bom website. O ganho vem da orquestração, de entender que o limite do site não é o domínio www. Pelo menos não na cabeça do consumidor. Ao se relacionar com a marca da empresa no Facebook, ou no seu site, a percepção de quem está navegando não é separada em duas, mas uma única experiência com aquela marca online.
Alguns insights a respeito do site expandido:

  • Na geração de oportunidades comerciais (leads), é possível fazer o cliente ir de uma rede social diretamente à página de conversão do site;
  • Utilizar mash-ups para integrar as redes sociais ao site está se tornando cada vez mais comum. Ao invés de simplesmente linkar para uma rede social específica, por exemplo, é possível fazer o usuário se logar utilizando o Facebook. Um bom exemplo é o jornal americano Washington Post (se você tem Facebook, experimente logar direto);
  • A maneira como encaramos a produção de conteúdo também está cada vez mais orientada ao usuário. O chamado UGC - user generated content - em uma conotação ampliada nas redes sociais, onde a qualquer momento você pode pedir inputs, contribuições e co-criar junto com os usuários.
  • Ao invés de simplesmente adaptar os conteúdos para cada uma das redes, as empresas estão começando a entender a personalidade de cada uma, bem como quais são os seus usuários. Isto tem feito com que novos usos surjam, como a iniciativa Twelpforce, da Best Buy, onde existe um canal de suporte aos usuários via Twitter.
  • A simplicidade e a praticidade está dando lugar ao controle absoluto e barreiras tecnológicas. Várias empresas estão construindo ambientes e trabalhando a marca fora do seu site institucional. O Santander Brasil construiu a iniciativa O Valor das Idéias inteiramente no Ning, usando vídeos e o trabalho em rede para passar o recado.
Com a oferta cada vez maior de recursos e opções aos usuários, o grande desafio das empresas é orquestrar tudo isso na direção dos seus objetivos específicos de negócio. Ao invés de simplesmente desenvolver o seu site, o novo estrategista está lendo a rede e percebendo onde estão as reais oportunidades de ganho. Não se trata mais de estar ou não nas redes sociais, mas saber como tocar todos os instrumentos de forma a produzir uma bela melodia em meio a toda a poluição online.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Não fui eu, foi o monstro... (ou o Marketing Pessoal na Web)

Há algum tempo que o rapper americando Kanye West vem fazendo um papelão. Mas nada supera o fiasco no último VMA da MTV, onde entrou no palco durante a entrega do prêmio para Taylor Swift, desrespeitando-a e ganhando uma merecida vaia da platéia. Recentemente, seu amigo (e diretor de cinema) Spike Jonze gravou curta-metragem que busca "explicar" o comportamento de West, culpando ninguém menos do que o monstro que mora dentro dele. O vídeo mostra o rapper em diversas situações embaraçosas, onde se comporta como um legítimo asshole, até que descobre que a causa do seu péssimo comportamento é o monstro que mora na sua barriga. Com uma faca ele remove o pequeno monstro e volta ao "normal".

O vídeo é muito bom, mas me fez pensar se realmente vai conseguir ajudar a restaurar a imagem de West. E também me faz pensar no papel que a nossa imagem digital, o nosso avatar, desempenha na forma como somos percebidos pelo mercado. Buscando uma pessoa no Google conseguimos saber várias informações, das mais diversas origens. Algumas delas nem sempre depõem a favor do pesquisado, mas que mesmo assim estão lá, esperando serem acessadas por recrutadores, clientes, colegas ou qualquer outra pessoa do mercado.

Ao imaginar que conseguimos manter uma imagem profissional durante o dia, mas que na "nossa vida pessoal" é possível ficar completamente invisível para a outra parte, estamos nos iludindo. Ou pelo menos as pessoas que utilizam a web para extravasar o seu lado B. Claro que todos temos hobbies e podemos falar bobagens, mas o conteúdo que produzimos na web fica, muitas vezes, armazenado por anos a fio.

Por outro lado, a web pode ser uma grande ferramenta para nos posicionarmos e mostrarmos ao mercado talentos e habilidades que normalmente não mostramos no dia-a-dia. Ao escrever blogs, se interessar por comunidades ou simplesmente ajudar online outros colegas no mercado semeamos aos poucos a imagem que vamos passar ao longo do tempo. Pense com cuidado: como você quer ser percebido online? E como você é percebido hoje?

Kanye West já percebeu isso e está tentando limpar sua barra na web. Vejam o vídeo:

domingo, 20 de setembro de 2009

Sua empresa já tem política para redes sociais?

Em conversas com profissionais de marketing, já fui questionado várias vezes sobre a necessidade de estabelecer uma política para atuação em redes sociais. Várias empresas restringem o uso das redes sociais a seus colaboradores (não entrarei no mérito, pois isto dá um post inteiro). A maioria ainda não faz ações estruturadas de monitoramento ou intervenção nas redes. Entrentanto, nenhum dos dois itens anteriores faz com que estabelecer uma política seja menos relevante.

Lembre-se que as pessoas vão para casa no final do dia e várias delas usam as redes para interagir com amigos e outros profissionais do mercado. Imagine a situação de uma empresa cujo profissional é especializado em determinada área, mas nas redes sociais começa a emitir opiniões (muitas vezes sem embasamento) em outra, que diz respeito à empresa. Este profissional pode ser facilmente associado a sua empresa, que está indiretamente sendo afetada pelo incidente. Agora imagine se este funcionário começa a emitir opiniões que dizem respeito à sua área de atuação, colocando informações sigilosas na web. Se pararmos para pensar, são inúmeras as possibilidades de danos à imagem e marca das empresas por atuações de profissionais sem orientação.


A definição de uma política de atuação ajuda, em parte, a reduzir este risco. Digo "em parte" porque somente criar um documento não resolve. É preciso fazer as informações chegarem realmente até os colaboradores. Falamos até agora apenas de riscos, mas também existem oportunidades. Uma equipe orientada pode ajudar a empresa a monitorar as redes e contribuir com intervenções direcionadas. Tudo isso com o aval oficial da companhia. É a velocidade do mercado tirando os gestores de sua zona de conforto. E só vai ficar mais intenso daqui para frente...


Se você está pensando em criar a política, veja exemplos de mais de 80 empresas, na web.

sábado, 27 de junho de 2009

Como as tribos podem mudar o seu negócio?

Esta semana assisti à palestra que Seth Godin fez no último TED sobre a organização em Tribos (lançou também o livro chamado Tribos - leia um ótimo resumo). Como sempre, sua palestra é muito interessante, pois nos ajuda a pensar de formas disruptivas. Godin tem uma forma de simplificar conceitos de maneira a nos fazer pensar: "como não me dei conta disso antes?". A palestra aborda principalmente o nosso desejo de fazer parte, de pertencer a algo maior e realizar coisas importantes. A nossa vontade de estarmos conectados e nos mobilizarmos por uma causa importante já movimentou milhares de pessoas nas mais diferentes direções. Os exemplos vão do movimento verde liderado por Al Gore aos protestos da eleição do Irã e continuam acontecendo todo dia, dentro e fora da Internet.

Godin fala que para conseguirmos fazer uma idéia ser propagada com esta intensidade, antes de tudo devemos contar uma história e nos conectarmos a uma tribo. A partir daí, começarmos a liderar um movimento e fazemos a causa acontecer. O papel da liderança se torna fundamental, pois são estas pessoas que vão levar a causa adiante, formando multiplicadores e mobilizando as pessoas.

Trazendo este conceito para o mundo online e das redes sociais, as tribos fazem cada vez mais sentido, seja potencializando as redes existentes, seja criando novas conexões. Vemos isso nas mais diversas escalas, com determinadas estampas sendo promovidas na Camiseteria ou na na eleição de Obama, por exemplo. A grande questão é: como realmente utilizar este potencial a favor dos objetivos de marketing? Isto me leva a pensar que as empresas realmente deverão repensar seu negócio de maneira mais fundamental, revendo seus valores e no que realmente acreditam. As pessoas só seguirão àquelas que tiverem causas que nos motivem em níveis mais profundos do que um simples lançamento de produto.

É um belo desafio para todos nós que buscamos nos destacar em um mundo cada vez mais inundado de informação e onde está cada vez mais difícil fazer a diferença. Sua marca está conseguindo criar cultura e envolver pessoas em torno de uma causa?

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Vídeo - Redes sociais cada vez mais impactando os negócios

Há alguns dias dei entrevista para a TV Ideal e comentei um pouco a influência das redes sociais nos negócios. Saiu no Você High-Tech, programa comandado pelo Gustavo Tikao.

Alguns comentários adicionais:
  • Apesar do assunto ser voltado às redes sociais em geral, o Twitter despontou como um dos assuntos de maior destaque. Creio que, apesar de a ferramenta ainda ser bastante desconhecida do público em geral, o formato de microblogging deve ganhar cada vez mais adeptos. O próprio Facebook mudou sua interface para se adaptar ao modelo.
  • Esta semana recebi dicas muito boas de utilização das mídias sociais por executivos. No artigo "5 Habits of Successful Executives on Twitter", tem alguns insights simples e bastante efetivos.
  • Fico cada dia mais impressionado com a velocidade e as formas que os "trending topics" do Twitter tomam. A cada minuto temos uma temperatura online do que está acontecendo na web. Totalmente emergente!

Segue o vídeo da entrevista (depois da matéria da feira de tecnologia):